Doação de órgãos

Como é feita e quem pode doar?

Você sabia que no dia 27 de Setembro comemora-se o Dia Nacional de Doação de Órgãos? A data foi instituída pela Lei nº 11.584 (planalto.gov.br), desde 2007 e tem como objetivo maior estimular o debate sobre o assunto e esclarecer ao máximo as dúvidas que existem em relação à causa. Todo esse empenho de educar e incentivar a doação é para ajudar milhares de pessoas que vivem na fila de espera aguardando por algum órgão. 

Ainda que exista toda uma campanha acerca do assunto, a doação de órgãos ainda é um tabu na sociedade e encontra muita dificuldade por parte das pessoas na tomada de decisões a respeito da doação. 

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), concluiu que existem 3 pontos importantes que dificultam o ato da doação, que são: 

A falta de esclarecimento sobre a morte encefálica, a falta de preparo por parte da equipe responsável pela comunicação do falecimento a família e a religião.

Doação de órgãos no Brasil 

Apesar da grande dificuldade que enfrentamos em relação ao baixo número de doações, o Brasil, é referência mundial na área de transplantes, tendo o SUS como o maior sistema público de transplantes do mundo. Cerca de 96% das cirurgias para transplantes, aqui no brasil, são financiadas pelo Sistema Único de Saúde. 

O Brasil fica em segundo lugar no ranking mundial, como maior transplantador, perdendo apenas para os Estados Unidos. Pelo SUS, os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede única de saúde. 

Como é feito o transplante de órgãos? 

O procedimento cirúrgico da doação de órgãos consiste na reposição do órgão, seja ele coração, pulmão, rim, pâncreas ou fígado). A doação também pode ser de tecido como medula óssea, ossos e córneas e pode ser feita de uma pessoa viva ou morta.  

As doações vinda de pessoas falecidas só são possíveis quando há um quadro de morte encefálica, ou seja, morte das células do sistema nervoso central. Esse sistema é responsável pela irrigação sanguínea até o cérebro, quando interrompido ele se torna irreversível e definitivo. 

Como funciona a legislação de transplante?

A lei determina que somente a decisão da família pode ser levada em consideração na hora da doação, mesmo que a decisão de doar seja registrada no documento de identidade do doador, essa autorização não tem mais valor. 

Já no caso de doador vivo, a pessoa maior de idade pode automaticamente doar órgãos para seus familiares. Caso não seja um doador aparentado é exigida autorização judicial prévia. 

Para estes casos o médico deverá realizar uma avaliação para averiguar o histórico clínico da pessoa. Outro fator importante é a compatibilidade sanguínea, que é fundamental para ambos os casos. E também são realizados testes específicos para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. 

Quero ser um doador

Para se tornar um doador basta informar aos seus familiares sobre a sua vontade de ser doador. Afinal, a doação de órgãos só é feita após a autorização da família.  

Outra informação importante sobre a doação de órgãos é que cada doador em potencial é capaz de salvar até 8 vidas. 

Ano passado,foi apresentado um balanço sobre a doação de órgãos, tecidos e células. Os dois órgãos mais transplantados ao longo de janeiro a julho de 2020 foram o rim (2.759) e o fígado (1.169), seguidos por coração (173), pâncreas-rim (55), pulmão (35), pâncreas (17). Foram transplantados ainda córnea (4.163) e medula óssea (1.580).

A doação de órgãos e a pandemia 

Durante a pandemia, no mundo todo houve uma redução no número de transplantes provocado pelo covid. 

No Brasil, esse déficit começou a ser observado na segunda quinzena  de março de 2019, sendo realizadas 15.827 cirurgias. No mesmo período de 2020, foram realizados 9.952 procedimentos, resultando em uma queda de 8,4% em relação ao ano de 2019. 

Segundo o Ministério da Saúde, alguns países suspenderam os transplantes, enquanto o Brasil manteve as atividades, ainda que reduzidas em 40%. 

É muito importante que as pessoas tomem consciência o quanto antes sobre esse assunto e possam conversar com seus familiares sobre a sua decisão de doar os órgãos. 

Doe órgãos, salve vidas! 

A Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE)

Endereço: Praça Oswaldo Cruz, S/N, Boa Vista – Recife/PE

Telefones: (81) 3412.0232

E-mail: transplantespe@saude.gov.br

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